Recuperação de restinga na Praia de Balneário Piçarras
A Secretaria do Planejamento e Meio Ambiente (Seplam) vai iniciar a partir do próximo mês estudos para recuperação de diversas áreas de restinga na orla norte da cidade. Os acessos com grama e outras espécies exóticas serão retirados para a construção de passarelas elevadas em madeira. A medida atende a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público Federal (MPF) em outubro do ano passado.
De acordo com o documento, 16 trilhas que dão acesso a praia deverão ser removidas. Em fevereiro, a Seplam começa definir os detalhes técnicos da operação, e a distância mínima entre uma passarela e outra. “A idéia é isolar os caminhos, retirar todas as plantas exóticas, que não fazem parte da restinga”, afirma o secretário de planejamento e meio ambiente, Luiz Antônio Silvestre.
Até o fim deste ano, todos os novos acessos devem estar concluídos. A ideia, conforme explica Silvestre, é construir as passarelas elevadas em madeira de reflorestamento tratada. Ele afirma ainda, que o município irá procurar a assessoria da Associação dos Municipios da Foz do Vale do Itajaí (Amfri) para elaborar o projeto.
Preservação é a palavra
Desde o início do ano passado, a Seplam tem intensificado a fiscalização de obras irregulares e em áreas de preservação permanente. A restinga é uma Área de Preservação Permanente (APP) que faz parte da Mata Atlântica e é reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), como “Reserva da Biosfera”.
Ela abriga uma importante cadeia alimentar e é responsável pela fixação das dunas nas praias. Por isso, placas informativas sobre a área de preservação foram instaladas ao longo de todo o trecho norte da praia como forma de evitar os crimes ambientais.
Fonte: Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Balneário Piçarras.
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