Revolução na implantodontia – técnica desenvolvida em Balneário Camboriú
Quando se fala em implante odontológico, uma das maiores dificuldades encontradas é a condição óssea da mandíbula do paciente. Reflexo de uma odontologia arcaica, muitas pessoas tiveram praticamente todos os dentes extraídos, o que acabava acarretando em uma diminuição da massa óssea.
Os ossos, por sua vez, servem de base para a instalação dos implantes e se não estiverem fortes, acabam inviabilizando o procedimento. Uma das alternativas para casos assim é o enxerto ósseo, que exige longos e dolorosos procedimentos cirúrgicos, já que é necessário esculpir e ajustar as peças do osso com a gengiva do paciente exposta, fixando o enxerto com pinos e parafusos.
Com o objetivo de dinamizar e tornar menos traumático esse tipo de tratamento foi desenvolvido em Balneário Camboriú – Santa Catarina, após inúmeras pesquisas e testes, um aperfeiçoamento da técnica odontologia de enxerto foi descoberto. O novo procedimento é denominado Técnica do Enxerto Ósseo em Túnel, que possibilita a reabilitação da estrutura óssea da mandíbula do paciente, permitindo a realização com maior segurança e precisão.
Um dos principais diferenciais da nova técnica é a diminuição drástica do desgaste físico e emocional do paciente. Um procedimento cirúrgico que duraria duas horas pode ser realizado em apenas quinze minutos. Além disso, descarta-se o uso de parafusos, o que possibilita uma cicatrização mais rápida, com diminuição na quantidade de medicamentos, redução no risco de infecção e, principalmente, tornando o pós-operatório praticamente indolor.
Outro importante diferencial é que as peças utilizadas para os enxertos são preparadas com antecedência, através de exames e medicações detalhadas. A primeira etapa é a realização de uma tomografia da arcada dentária do paciente. Em seguida, os resultados são enviados via email para Brasília. De lá é despachado um protótipo da mandíbula confeccionado em resina, que corresponde milimetricamente à estrutura dentária de quem será tratado. Com o protótipo em mãos, o profissional pode moldar o bloco de osso e fazer todos os ajustes necessários.
Só depois que tudo está absolutamente encaixado é que o paciente é chamado para a colocação. Antigamente, era preciso fazer uma incisão até quatro vezes maior que a área do enxerto. Com a nova técnica faz-se uma única e pequena incisão, com o tamanho suficiente para acomodar o enxerto entre o osso e a gengiva. Como o espaço é pequeno, a peça enxertada se fixa naturalmente, como se estivesse dentro de um envelope, integrando-se ao osso natural do paciente. O reparo ósseo leva aproximadamente seis meses. Em seguida, é possível realizar a instalação dos implantes definitivos com absoluta segurança.
Vale ressaltar que tal proposta tem obtido ampla aceitação nos meios acadêmicos e científicos nacionais e internacionais. Recentemente o estudo foi apresentado em importante congresso científico na Itália, tendo excelente repercussão, gerando, inclusive, convites para palestras em outras partes do mundo.
Dr. Túlio Del Conte Valcanaia
Especialista, Mestre e Doutor em Cirurgia Traumatologia Bucomaxilofacial/ membro do Corpo Clínico da Oral Esthetic Maison – Balneário Camboriú.
Dr. Patrick Marlon Palhano
Especialista e Mestre em Implantodontia/ membro do Corpo Clínico da Oral Esthetic Maison – Balneário Camboriú.
Fonte: Revista Puraí Santa Catarina – nº 13 Dezembro de 2010, Janeiro de 2011.
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